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14 janeiro 2016

E os nossos móveis planejados?

Oi gente! Tudo bem com vocês?
Aqui está tudo em ordem, tirando todo o estresse com a loja que mandamos fazer nossos poucos móveis. Vou contar para vocês como aconteceu: Se preparem que a história é longa.

No final de junho/começo de julho, nós começamos os orçamentos dos nossos móveis planejados. Fomos em várias lojas até achar algum projeto e preço que nos agradassem, e encontramos aqui próximo da casa da minha mãe uma loja que "nos" agradou (Planejados Curitiba). O preço não era o melhor, mas as formas de pagamento eram mais acessíveis, o atendimento foi bom e o vendedor nos entendeu bem e projetou nossos móveis direitinho. (falei sobre os móveis aqui e aqui)
No fim de julho fechamos o projeto (cozinha, lavanderia, armário do passa-pratos e bancada do banheiro), e nos deram o prazo de entrega para 45 dias após a assinatura do contrato. Porém eu não estava contente com o projeto do banheiro e voltei na 1° quinzena de agosto para fazer as alterações. Novamente tivemos que assinar outro contrato, cancelando o primeiro projeto, mesmo que fosse só uma miníma parte dos móveis. O prazo de entrega foi outro, 60 dias com grande possibilidade de entrega antecipada. Ok, vamos esperar até outubro, né?! Nos planejamos para mudança em novembro, porque seria tempo suficiente para nos organizarmos e terminar toda a reforma.
Em setembro, a loja que fica perto da casa da minha mãe fechou (falei sobre a surpresa neste post aqui) e concentraram as vendas somente em uma filial que fica na região metropolitana de Curitiba, bem longe da casa da minha mãe e mais longe ainda do nosso apê. Fomos até a "nova" loja ver se estava tudo certo, nos disseram que nosso projeto estava indo pra fábrica e que no máximo em 15 dias já estariam entrando em contato para agendar a montagem. Ficamos ansiosos e com bastante esperança, já que o sócio responsável pelas entregas nos garantiu até um brinde no dia da montagem.
Aí começou a nossa pior dor de cabeça!!!
O prazo de 15 dias venceu, e nada dos móveis. Ligamos na loja e o responsável nunca podia nos atender. Conseguimos o número do celular e começamos a nos contatar pelo whatsap, foi a melhor forma de contato desde então. Todo dia tinha uma desculpa pronta para nos dar: um dia a fábrica fechou, no outro não conseguia falar com o representante, em outro trocou de fábrica e teria que mandar todos os projetos para montagem...
Quando fechamos o contrato, fizemos o parcelamento através da financeira, e o primeiro cheque seria somente para 90 dias após a assinatura (em novembro), e já com os móveis instalados. O primeiro cheque iria vencer e nossos móveis sequer tinham ido para produção!!!! Os sócios vieram até a casa da minha mãe e combinamos de a loja cobrir este primeiro cheque, já que não tínhamos o produto adquirido em mãos e quando nos entregassem tudo prontinho, nós devolveríamos o valor para a loja. O acordo foi cumprido e novamente a promessa que até o fim de novembro entregariam os móveis.
Escutamos muita choradeira do sócio, que a loja não ia bem, que ele precisou vender sua casa pra pagar a fábrica, que a crise pegou feio e teve que dispensar vários funcionários e fechar a "loja de bairro", já que tinha muitas despesas com a mesma. O Maycon foi duro e pediu somente para resolverem o nosso problema, já que a financeira já havia passado o dinheiro para a loja.
Novamente estourando o prazo e nada da minha cozinha! Deram um código para acompanharmos o pedido pelo site da fábrica e constava como "projeto aguardando pagamento", e ao questionar o sócio, ele nos disse que era somente falta de atualização do sistema, que já estava tudo certo. Engraçado que à partir deste momento nós perdemos o acesso ao site.
E dezembro foi passando, mais um cheque vencendo e foi nos dito que a loja não tinha condições para cobrir o valor, e então nos foi sugerido que pagássemos este cheque e o primeiro que a loja arcou iria ficar como uma bonificação. Mais dias foram passando, ouvíamos que os móveis estavam prontos, porém estavam aguardando o frete que estava vindo do Rio Grande do Sul. Foram inúmeros os contatos com o sócio, todos os dias, de hora em hora, até que em determinado momento ele nos disse que a loja foi fechada, e que não tinham o valor do frete para levar os móveis para o apê.
Neste momento bateu o desespero, porque tivemos certeza que tudo iria por água abaixo. Fiquei chateada, nervosa, chorei demais, o Maycon se estressou... foi uma loucura. Poxa vida... queria comemorar o ano novo no apê, já havia até comentado com minha mãe que iria fazer a ceia para a família lá. Nada deu certo.
Conversamos então e resolvemos pagar este frete (valor que já estava embutido no total financiado) porque senão nunca teríamos a cozinha montada. No dia 04/01 os móveis foram entregues. Justo eu não achei, mas ou era isso, ou ficar esperando pelo resto da vida a boa vontade dos sócios. Pegamos recibo da transportadora, o Maycon foi até a Delegacia do Consumidor fazer B.O e vamos entrar com ação para ressarcimento destes gastos.

Resolvido este problema, vieram outros dois: como fazer a montagem e quando iriam nos entregar a pedra.
Começaram novamente as desculpas: porque o montador foi viajar, ele está cheio de montagens para fazer, não consigo falar com o rapaz... e por aí foi. Pedimos o contato do montador, e combinamos a montagem. Outra vez vamos ter que arcar com um custo que já estava pago!!! Teremos que pagar a montagem porque nem dinheiro para pagar os funcionários a loja tem!
Se compensava ter ido atrás de outro montador? Sim, compensava. Mas estou com muito medo que falte alguma peça, que dê algo errado e eles venham com a desculpa que foi o montador que contratamos que não soube montar. Como esse rapaz era funcionário da loja, estou rezando para que ele monte esse projeto certinho, porque já deve ter bastante conhecimento e que não falte nenhuma peça. Ele ficou de ir no apê na próxima semana.
E a pedra? Só Deus sabe, pois a marmoraria é do mesmo dono da loja de planejados e também está fechada. O pior é que pagamos essa pedra à vista lá na assinatura do projeto, e não tenho dinheiro para comprar outra, ou muito menos arcar com os custos que é de dever da loja e não nosso!
Só Deus mesmo nesta hora, porque não aguento mais este problema, não aguento mais tantas desculpas e prazos não cumpridos. Segunda-feira será meu aniversário, e nem isso vou poder comemorar no apê. Outra comemoração que estava nos meus planos e foi pro ralo.
O sócio administrador já foi até na financeira fazer uma confissão de dívidas, porque segundo eles, não tem dinheiro nem pra bancar as despesas de casa, quanto mais uma loja com locação, funcionários e "n" despesas para pagar.
E sei que o dinheiro referente aos nossos móveis ele já pegou, pois o gerente nos explicou que assim que você assina o contrato e a financeira aceita o seu financiamento, a loja recebe o valor total à vista. Então ele pegou este dinheiro ainda em julho.

E agora gente, o que faço? Alguma dica, alguém já passou por situação parecida?
Vou pedir para cada um (a) de vocês que rezem por nós, para tirar essa aflição e para que dê tudo certo, porque aqui estamos bem loucos e esgotados.


16 julho 2015

Post clichê e notícias sobre reforma.

Oi pessoal! Tudo bem?

Venho aqui novamente com um post que já virou clichê: eu desapareço por uns dias semanas e depois volto desabafando. Mas a verdade é que quando acontece algo que me chateia, acabo perdendo toda a inspiração e vontade de escrever, quer dizer, vontade de escrever dá, só não quero ser a chata do blog que só sabe reclamar.
Maaaaas... como não consigo me segurar e a vontade de desabafar é maior, aí não adianta, acabo virando a chata do blog que só reclama mesmo, não tem jeito, rsrs... Peço a compreensão de todos que vem sempre aqui me dar um oizinho, porque eu ando um pouco neurótica ultimamente e este post pode ficar um pouco confuso ou com informações demais.
Bom... vou tentar ao máximo resumir tudo o que está se passando por aqui:

Ainda não começamos a reforma, não mexemos em nada, nem lâmpadas colocamos ainda no apê. Para não dizer que não levei nada pra lá, tem um rolinho de papel higiênico, um saco de lixo e uma pedra sanitária. Dá vontade de pegar tudo o que tem em casa e levar, mas o marido me segura um pouco e diz que na hora que de fato começarmos a reforma, essas coisas vão atrapalhar muito. Nós vamos lá quase todo fim de semana só pra olhar mesmo, rsrs...
Desde o mês passado estamos fazendo algumas cotações de piso e móveis. Mas olha, estou mega assustada com todos os valores:

Sobre o piso: Orçamos um piso (vinílico) em mais de R$3 mil!!! Gostamos do atendimento, gostamos das vantagens da loja (incluso alisamento do piso, rodapé e instalação), mas esse valor... sei não!!! Também olhamos na Leroy e o preço não está tão ruim, mas tem que contratar um instalador avulso, ou nós mesmos fazemos o trabalho. É uma possibilidade... ou não! Precisamos ver os custos dos materiais para alisamento para ver se realmente compensa. E também o tempo que levaremos instalando.
Quero visitar outras lojas e ver se realmente os valores estão nessa base e quais vantagens nos oferecem.

Sobre móveis: À principio queremos somente a cozinha planejada, e talvez o armário do banheiro. O primeiro orçamento que fizemos só da cozinha assustou um pouco: mais de R$ 8 mil, mas já com o granito Verde Labrador (que não sou muito fã) incluso. O segundo orçamento ficou em torno de R$ 7 mil , sem o granito. Depois o rapaz nos passou o valor com o granito Amarelo Ornamental, que totalizou R$ 9,5 mil!!! Absuuuuurdo!!!
Em outra loja consegui um valor bem mais acessível, por volta de R$ 4,5 mil, mas sem o granito e algumas partes o vendedor não entendeu direito e não conseguiu projetar o móvel como eu havia dito. Mas o atendimento foi muito bom e fiquei bem pensativa em fechar nesta loja não só a cozinha mas também um guarda-roupa bem lindo que estava exposto, bem do jeito que nós queremos. Mas teríamos que conversar melhor e fazer com que ele compreenda como deve ser feito o balcãozinho diferenciado que queremos (isso que levei até desenho para explicar melhor).
Na última tentativa (loja) deixei a planta do apê com o vendedor e voltamos em uma semana para ver qual foi a proposta. Sério, ele quase acertou no gosto. Mudamos alguma coisinha aqui e ali e o valor total ficou em torno de R$ 6 mil, já com granito Branco Dallas, que me encantei! Deixamos um sinal com eles e bem provável que fecharemos neste projeto, mas ainda tenho algumas dúvidas e alterações para fazer.

Gesso: esse aí virou novela da Record (nunca acaba)! A pessoa familiar que disse que faria para nós sem custo, que era só para comprar o material que faria o restante, agora veio com uma ideia de cobrar R$ 150 ao dia e mais a gasolina que ele vai usar para ir até o apê. E ainda por cima, seria somente para fazer o básico do gesso, a montagem e tal. A parte de lixar, pintar e dar o acabamento ficaria por nossa conta. Ou seja, vale mesmo a pena?

Os dias vão passando e quando vi já estamos com as chaves nas mãos há mais de um mês e dá um desespero em pensar que ainda não fizemos nada no apê. Parece que nunca vai chegar a nossa vez, a ansiedade está dominando e os pensamentos ruins acabam aparecendo.
Tenho vontade de sair comprando tudo o que vejo pela frente (cuba, torneira, chuveiro, painel, louças, toalhas, nichos, roupa de cama, enfeites...), mas não posso ser impulsiva e cometer loucura. Ainda bem que muitas dessas vezes eu boto a mão na consciência e acabo acordando do "momento consumista".
Também já não sei se vamos conseguir fazer tudo do jeito que imaginamos, muita coisa mudou e o bolso está pedindo socorro já, sem mesmo começar a reforma.
Com tudo isso fico frustrada e acabo brigando, cobrando e culpando o marido por ele ser tão calmo e tranquilo!!! Tô vendo que até o fim dessa reforma vou acabar divorciada, rsrs...
Enlouquecendo em 3, 2, 1...

Bom... vou parando por aqui porque senão vou acabar escrevendo coisa demais!
Por favor meninas, me falem que essas coisas não acontecem só comigo!!! Alguém já passou por isso ou eu que sou maluca mesmo?


20 maio 2015

Desabafo: um misto de situações.

Oi pessoal!!!! Tudo bem com vocês?

Poxa vida... estou extremamente chateada com algumas coisas que vêm acontecendo.
Não estou feliz profissionalmente, ando muito triste e chorosa, o cansaço está me consumindo, perco a vontade de fazer coisas que eu realmente gosto, mal estou me alimentando e fico doente com muita facilidade. E pior, me sinto muito sozinha e carente.

Sabe quando você faz tudo por todos e acaba absorvendo situações que não deveria? Acredito que por causa disto que estou assim, tão desanimada pra vida.
Faço de tudo um pouco no meu serviço, e só recebo críticas. As pessoas só reparam em coisas que eventualmente estão fora do lugar. Talvez por estarem acostumadas comigo fazendo tudo o que não é da minha função, e quando deixo de fazer, é justamente nisso que reparam. Parece que é muito cômodo ter alguém para fazer tudo, não é mesmo?!
Diante dessa situação, tenho começado a sentir que minha realidade é outra. Não quero mais trabalhar fora, ter alguém para reparar e pressionar somente as minhas "falhas". Quero ficar em casa, fazendo minhas artes, cuidando do marido, cuidando dos meus afazeres, cozinhando coisas gostosas... Isso é o que eu realmente quero. Cansei desta vida de sair toda manhã, enfrentar ônibus lotado, cara feia, desaforos. Cansei de voltar tarde pra casa, de não ver meu marido, de estar sempre tão cansada. Cansei!
Quero conversar horas intermináveis com o Maycon, quero namorar, sair para passear, cuidar dele. Não tenho mais esse tempo. Trabalhamos em horários bem diferentes. Quando eu saio de casa, ele está dormindo, e quando ele chega, eu é que estou dormindo. No sábado eu estou de folga, mas ele trabalha até tarde. Temos somente o domingo para aproveitar, mas aí tem jogo de futebol, tem a preguiça e cansaço de toda a semana trabalhada, enfim, tempo juntos quase não temos, e isso também está me afetando diretamente. Mais um fator que contribui para esta minha vontade de deixar o trabalho formal de lado.
Maaaaaas... no momento está totalmente descartada essa hipótese! De maneira alguma posso largar meu emprego, devido aos gastos com o apê. E também em tempo de crise, mudar de empresa é algo totalmente arriscado e incerto. Trabalho em uma agência de RH e sei como está difícil arrumar emprego hoje em dia. Não tem vaga e o número de candidatos é muito alto, então segure o que tem.

Não estou bem de saúde, minha cabeça não está no lugar e o que mais faço ultimamente é chorar. Tenho visitado o médico regularmente e um dos diagnósticos dados foi que estou com princípio de depressão, e não quero aceitar que novamente esta doença vai me atingir. Dessa vez ela não vai me pegar, não vou deixar.
Por isso estou vindo aqui expor este momento delicado ao qual estou passando e ganhar forças e uma palavra de consolo. Sei que tenho deixado o blog meio de lado, mas vou tentar aparecer com mais frequência.
Estão surgindo algumas coisas boas em relação ao apê, mas prefiro ainda não me manifestar e deixar a ansiedade tomar conta. Quando estiver tudo certo, venho contar.



15 outubro 2014

Como o ser humano tem tratado o seu próximo

Oi pessoas!!! Como vocês estão?

Pois bem, já começo por aqui me desculpando pela demora em postar, e que o tema aqui será em tom de desabafo. Estou passando por uma fase bem delicada, reservada. Muitas vezes procuro me isolar das pessoas e ficar quietinha somente com meus pensamentos, que estão à mil por hora. Parei um pouco com os posts, principalmente sobre o apartamento pois no momento estou preferindo não fazer planos para o futuro, e sim viver o presente. Posso estar sendo um pouco radical quanto a isso, mas a princípio é o que meu coração está me dizendo sobre o que fazer. Quanto mais alto o sonho, maior a queda, e eu não estou a fim de me frustar e me machucar.

E como tenho este espaço para me abrir e relatar as minhas emoções, hoje venho dividir uma cena que presenciei estes dias e que me deixou muito chateada.
Foi no sábado passado, tinha ido até minha sogra buscar minha sobrinha e na volta pra casa, me deparo com duas senhoras em frente uma casa. Uma delas, bem velhinha e debilitada se apoiava na árvore enquanto a outra pedia para que se segurasse, pois iria buscar uma cadeira. Me aproximei e ofereci ajuda. Levei a cadeira até esta senhora e com a maior dificuldade, a senhora sentou a velhinha. Me disse que ela tinha Alzheimer e que havia saído do hospital no dia anterior, estava desenganada pelos médicos e que recebeu alta para morrer em casa, pois já não havia mais nada a ser feito. Também já estava com 81 anos e fazendo hora extra na Terra, só tava dando trabalho. E durante esta pausa na conversa, ela olhou para o lado e a velhinha estava comendo mato, e ligeiramente foi repreendida.
Gente, eu fiquei profundamente magoada com esta situação. Tratei logo de encurtar o papo e sair dali o mais rápido possível, pois achei muita falta de sensibilidade. A pessoa ali apresentando uma melhora significativa (já que segundo me foi dito, nem andar ela conseguia), ao invés de mostrar empolgação pelo avanço, desanda a falar coisas do tipo "ela vai morrer mesmo". Gente, a velhinha não merecia nem um pouco escutar este tipo de coisas! Simplesmente ouvir "só dá trabalho", qual a motivação para se esforçar e melhorar sabendo que é "peso morto" pra família?
Tentei motivar dizendo que Deus é mais e que vai dar tudo certo, para ter fé e logo as coisas melhorariam, mas mesmo assim não tive como mudar, pelo menos por alguns segundos o pensamento daquela mulher.

E aí, poxa vida, comecei a pensar em meus avós, em quanto eles são especiais não só para mim mas para toda a família. Tenho apenas minha avó materna e meu avô paterno, e fico maluca só de imaginar que possa acontecer alguma coisa ou então que alguém queira se aproveitar da bondade de qualquer um deles.

Tenho mais contato com minha avó, pois ela mora mais perto. Já está com 83 anos, mas ela diz que tem bem mais, pois lembra da época em que foi registrada, já era grandinha. Desde que meu avô faleceu ela ficou triste, mas tinha um tempo em que frequentava a Igreja, ia nos bailes da terceira idade para conversar, tinha uma vida mais ativa. Hoje sinto como se ela tivesse perdendo a vontade de viver, anda muito solitária e triste, já não sente mais prazer em tarefas que antes satisfaziam. Quase não sai em público, reclama que tem vergonha das pessoas olharem para ela. Todo ano fazemos uma comemoração de aniversário e é lindo ver a animação dela mediante tanto carinho.
Meu avô já não vejo com tanta frequência. Pelo menos 1 vez ao mês ele vem visitar meu pai em casa. Ao contrário da minha avó, ele é muito ativo e não consegue ficar quieto. Mesmo estando debilitado por sérios problemas de saúde, nada o impede de pegar o ônibus e sair por aí visitando os filhos e amigos. Gosta de contar suas histórias e "causos" compridos, e tem uma ótima memória.

Mediante todo este carinho com meu avós, começo a refletir sobre como estão sendo tratados nossos idosos. Fico indignada com tamanha falta de respeito com quem sempre cuidou tão bem de nós e que na hora de retribuirmos, estamos tratando como se fossem bichos. A vida é um ciclo, onde necessitamos dos nossos pais para tudo quando somos bebês, nos tornamos independentes para novamente precisarmos de cuidados, só que desta vez são os filhos que cuidarão dos pais.

Esses dias repercutiu muito um caso aqui no Paraná, em que a sobrinha "cuidava" da tia idosa e por ela ter feito as necessidades fisiológicas na roupa, foi castigada com um banho frio ao ar livre e tendo o rosto e peito esfregados com muita força com uma vassoura. Não bastasse esse absurdo, ainda foi ofendida com palavras grosseiras e humilhantes.
E agora eu pergunto, um ser humano merece um final de vida assim? Precisava de castigo?
Garanto que esta senhora nunca reclamou de ter que acordar de madrugada para trocar fraldas de um bebê, dedicar todos os momentos do dia para se alegrar com um sorrisinho do filho/neto/sobrinho. Dormir em filas para conseguir vagas em escolas, abrir mão de conforto e de toda uma vida para cuidar de uma criança.
Sei bem disso porque enquanto meus pais trabalhavam, eu ficava sob os cuidados da minha avó. E eu não era uma criança boazinha, fazia manha, era geniosa, tinha dias que não deixava ela nem pentear meu cabelo. E ela fazia tudo com o mais puro carinho, sem reclamar. Então hoje, nada mais justo do que ter paciência e dedicação com aquela pessoa querida que sempre cuidou tão bem, não é?

Fiquei indignada sim! Realmente os ser humano não está sabendo retribuir esses cuidados, não consegue se dedicar à quem mais precisa. Ao invés de amar, está maltratando quem esteve ao lado e foi sempre paciente. Falta de respeito total, fico muito irritada com isso.
Quem ama cuida, quem ama valoriza todo esforço dedicado!


Eu amo meus avós!
Meu avós, Sr. Manoel (carinhosamente chamado de vô Mané) e a Sra. Sebastiana (carinhosamente D. Nena). Cada vez mais tem meu carinho, minha admiração e respeito.



















Eu amo meus pais!
Pai e mãe... sempre irei retribuir o carinho e todos os ensinamentos que vocês dedicaram a mim. Obrigada também por me ensinaram a ser justa, educada e respeitar o meu próximo como se fosse alguém da família, independente da posição social. Obrigado pelas correções mediantes aos meus erros. Por isso pude me tornar o que sou hoje e sentir repulsa do comportamentos desrespeitosos!

Meu pai e minha mãe. Se hoje sou uma pessoa certa e honesta, devo tudo à eles.


14 agosto 2014

Sinal de vida + Ingredientes para um casamento feliz.

Oiii gente!!!
Como vocês estão?

Primeiramente, antes de tudo, gostaria muito de agradecer cada uma de vocês que dedicaram um espaço para vir aqui deixar palavras confortáveis nos meus 2 últimos posts. Obrigada de coração mesmo, me senti acolhida!
Bom... na última semana acredito que alguns dos meus problemas, talvez o maior deles parece ter se resolvido.
Foi um problema muito sério, achei que seria uma pessoa divorciada em plenos 26 anos de idade, que horror!!! Mas graças a Deus tudo tomou o seu rumo e eu e marido estamos bem. Prefiro não entrar muito em detalhes porque nessas duas semanas atrás fiquei muito mal e quando lembro do que passei, ainda fico triste. Mas bola pra frente, que tudo não passou de uma mãozinha de nosso Pai para que o meu casamento se fortalecesse.

Aos poucos minha inspiração está voltando e postarei várias coisas legais e interessantes, mas hoje quero trazer este texto sobre casamento. Achei muito bom e veio no momento certo, quero dividi-lo com vocês, tá?!


Os 5 ingredientes do casamento feliz.



casamento tem muito a ver com a arte de cozinhar: selecionam-se os melhores ingredientes, prepara-se cuidadosamente a receita e realiza-se um processo de cozimento. Depois, o prato é experimentado e são feitas as melhorias necessárias.
 
casamento também é assim: um processo em permanente construção, para chegar a um excelente resultado, dando sempre o melhor de cada um.
 
Estes são os 5 ingredientes que não podem faltar nesta grande receita da vida:
 
1. Bom humor
 
Ainda que seja importante levar uma vida ordenada e com certa estrutura, igualmente é primordial ser flexível diante das circunstâncias desfavoráveis que fazem parte da naturalidade da vida. Um sorriso em meio a um ambiente tenso pode acabar com a hostilidade e mudar o rumo de uma situação que certamente não desembocaria em um final feliz.
 
Francisco M. González, em um artigo publicado por “The Family Watch”, comenta o seguinte: “Quantas amargas discussões de casal seriam evitadas se, diante de um mal-entendido, uma suposição equivocada, um erro inevitável ou uma distração habitual, ao invés da faísca incendiária, saltasse a gargalhada ou o sorriso franco e natural! No fundo, o otimismo e o bom humor no casamento podem ser sinais de maturidade, imaginação, e de que não se leva tudo a ferro e fogo”.
 
2. Criatividade
 
Não é de se estranhar que as tarefas da vida cotidiana substituam os espaços que os cônjuges são chamados a compartilhar. Grande erro! Por isso, torna-se urgente buscar alternativas que destruam a monotonia e convidem à reconexão do casal.
 
3. Comunicação
 
Especula-se que a maioria das crises conjugais têm a mesma origem: falta de comunicação. Não há nada que uma boa conversa não possa solucionar, porque o diálogo é uma ferramenta básica de toda relação humana, especialmente quando se trata da conjugal.
 
Cada cônjuge pode adotar a comunicação como sua aliada, sua companheira e, assim, chegar a conhecer seu parceiro de maneira tão profunda, que tal conhecimento chegue a evitar situações que causam descontentamento.
 
Um casal que se comunica é um casal que se reconhece, que identifica as forças e fraquezas um do outro, e sabe, além disso, encontrar um apoio nos momentos de dificuldade. A comunicação gera laços de confiança e intimidade que fortalecem a relação. Um diálogo sincero, sereno, amoroso e respeitoso faz maravilhas e inclusive, em certos casos, pode ajudar mais que qualquer terapia.
 
4. Respeito
 
Uma relação de respeito é uma relação fiel, sincera, amorosa. A autora Sheila Morataya Fleishman fala deste tema: “Você se lembra da primeira vez que discutiram e você preferiu guardar silêncio, ou, pelo menos, não levantar a voz? Você fez isso por respeito, não é mesmo? A atitude de respeito pelo que o cônjuge é, decide, faz e opina é básica para que a relação o casal não sofra feridas que, com os anos, se não forem cuidadas, podem se tornar verdadeiras chagas que jamais poderão ser fechadas. O famoso filósofo Dietrich von Hildebrand chamava o respeito de ‘mãe de todas as virtudes’, e insistia em que o respeito é o segredo de uma vida feliz, para umcasamento feliz”.
 
As faltas de respeito machucam o amor e impedem também o desenvolvimento humano. Acabar com estes comportamentos negativos é uma das buscas incessantes do casamento.
 
5. Confiança
 
Tudo aquilo que se baseia na confiança tem um sucesso quase garantido. Confiar no cônjuge, ou seja, confiar no seu amor, em suas capacidades, em suas promessas... é um ato que confere solidez à relação.


Depositar sua confiança no outro é um ato de amor. O casamento em si é uma demonstração maravilhosa de confiança, pois nele se entrega ao outro o melhor de si em prol da união.
 
Não podemos nos esquecer que estes 5 ingredientes, essenciais no casamento, estão ao alcance dos esposos para servi-los, ajudá-los e mantê-los fortalecidos.



É isso aí meninas, próximo post venho com algumas inspirações para o apê.
Beijos para todas, até a próxima!


02 junho 2014

Você tem medo de dirigir?

Eu tenho!!! Tenho um enoooorme pavor!!!



Oi geeente!!! Tudo bem com vocês?
Vamos mudar um pouquinho de assunto? Precisava de uma ajudinha de vocês por aqui. Como havia comentado no post anterior, eu tinha outro assunto planejado para abordar.
É mais para uma troca de experiências e também para me abrir um pouco, e relatar esse meu trauma.

Bom... em 1996, em uma comemoração do Dia das Mães, saímos a noite para comprar uma pizza, eu, meu pai e minhas irmãs. Nos mudamos havia pouco tempo, era um bairro que ainda estava no começo e não tinha nenhuma pizzaria próxima, então enquanto minha mãe ficou em casa, meu pai nos chamou para ir de carro até uma pizzaria em um bairro vizinho. Na época, meu pai tinha um Fiat 147, era o seu segundo carro. Estávamos voltando pra casa com uma pizza bem cheirosa e quentinha, eu estava no banco da frente, sentada em cima das pernas com a pizza no colo e minhas irmãs dormindo no banco de trás.
Chegando próximo da nossa casa, só lembro de uma luz vindo do meu lado, e de gritos. Lembro de ter passado a mão no rosto do meu pai e perguntado se ele ainda estava vivo. Ele respondeu que sim, aí comecei a gritar por socorro. Minhas irmãs me seguiram. Um motorista que dirigia alcoolizado não respeitou a preferencial e bateu na lateral do passageiro, bem do meu lado. A pancada foi muito forte, nosso carro deslizou na rua, atravessou para o outro lado e caiu de bico em uma valeta, ficando com as rodas traseiras suspensas. Eu, com oito anos na época, quebrei minha clavícula e cortei a boca. Minhas irmãs nada sofreram. Meu pai quebrou e cortou feio o nariz, cortou a cabeça, lesionou uma das vértebras e teve que usar colar cervical.
Tenho péssimas lembranças desse dia, lembro do meu pai sangrando, minhas irmãs chorando, todas eram pequenas na época. Fui até a minha casa avisar minha mãe, com a clavícula quebrada, correndo pra chegar a tempo. Foi um trauma muito grande na minha vida.

Pois bem, passados quase 20 anos, ganhei de presente do meu pai o curso para tirar a habilitação, que era o meu sonho. Passei por todos os processos com sucesso, não tive nenhum problema, sempre fui uma aluna muito dedicada e atenciosa. Quando fui aprovada, dirigia em lugares próximos, sempre acompanhada do meu pai (sempre com meu pai). Não tinha medo, queria sair dirigindo por tudo e mostrar pra todos do que era capaz.
Porém, algum tempo depois, uma noite eu e o Maycon fomos visitar meus pais e na volta pra casa, quase fomos atingidos por um motorista com as luzes apagadas e em alta velocidade.
Foi como um filme, aquele vulto vindo na minha direção, novamente do lado do passageiro. O susto foi tão grande que fiquei sem palavras e só chorava, cheguei em casa e fui ao banheiro e de tão grande o susto, meu xixi saiu com sangue. Foi aí que travei de vez pra dirigir.
Não me sinto segura dirigindo, tenho a impressão que todos vão bater no meu carro, que eu vou sair por aí atropelando todo mundo. O Maycon acaba me deixando mais nervosa ainda, pois ele quer que eu dirija como ele, que saia por aí igual "piloto de fuga". Eu choro, eu tremo, passo muito mal. Com meu pai me sinto um pouco mais segura, ele é muito calmo e centrado, tudo pra ele é "não tem problema, deixe que esperem"... Mas mesmo assim é difícil.
Já tentei relaxar, tentei ouvir música agradável, mas no meu primeiro obstáculo, já paro e vem aquele pânico. Em lugares próximos, sem movimento, não vejo problema algum.
Só que isso me incomoda, é muito ruim depender do marido para ir em todo e qualquer lugar, às vezes quero sair, por exemplo, ir ao shopping com minha mãe, levar minha vó para ver o apê, sair dar uma volta com a minha sobrinha. Pra tudo eu dependo da boa vontade do marido, e esse tipo de programa, ele nem curte.
Já pensei também em fazer essas aulas para habilitados traumatizados, com um instrutor bem legal e tudo, mas eu sinto vergonha de fazer alguma "coisa errada" e ficar feio pra minha cara. Quando falo sobre isso, tiram sarro, dão risada, mas realmente é um trauma muito grande, e parece que é difícil de entender, de se colocar no meu lugar.


Será que por acaso teria alguém por aqui com este mesmo problema?
Alguma dica, algum ritual, rsrs?